Outono em Porto Alegre

Outono é recomeço
Renascimento
Da mais pura forma de vida
Por si só,
Por ela mesma
Divina.
O outono te ensina
A morrer
Depois
Ressuscitar
Mais vivo ainda
Outono não é folha
Seca, morta, caindo.
Outono é
O revelar da copa das árvores
Mostrando seus dedos obstinados tentando tocar o céu
Esses outonos, em
Porto Alegre tecem
A tapeçaria mais linda
Que poderia me receber
Colcha de retalhos feita de folha
Amarelo-queimado
Perfeita nuance de cor pro
Meu sono marron
Depois, o despertar cintilante, de qualquer tom
Na brisa aquecida da primavera
O outono não é pior que ela
Ele tem magia! Tem praças tão belas
No Bairro dos Poetas
É a fase mais criativa.
Cativa, para cima, meus olhares
Na Praça da Alfândega, minha Redenção,
Depois de alimentar-me de quintanares...
Olha a copa das árvores!!O
pássaro e sua casinha
Tudo em exposição
Num saguão em campo aberto
Livre acesso
Pra's belas esculturas naturais
As folhas dançam.. finalmente
livres
E os galhos todos, de mãos abertas
Os ninhos tomam sol
Pra que, acumular moedas?
Se o que, eleva meu espírito é tudo que não posso comprar
Abro meus
poros...Obrigada Deus! pelo pulsar do's meus olhos.
E por minhas cantigas!Deixa eu brincar de rima
Deixa..Que assim a alegria sempre me visita
Eu não sei mas,neste outono meus monstros vão embora
Estão indo...sorrindo
Afinal, outono não é folha
Seca, morta, caindo.
Outono é: O revelar das copa das árvores
Mostrando seus dedos obstinados tentando tocar o céu. E, acredita.
Elas...
...Só elas conseguem!E, pra tudo isso, não a rima que encaixe
Rima que rime
Rima que explique.
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D. Znt.