sábado, 22 de março de 2008
Adolescer ®
Não nos deixa escutar todos os conselhos que eles tem pra dar
Uma sede de desfrutar, um brinquedo recém descoberto
Olha, o Mundo!!!!!
Olhos arregalados, abertos...
São novos olhares
Distinguir novas luzes e cores
Novas sensações e desejos
Novos receios e dores
Ah! e, os amores...
Olha!Eu sou gente, agora!!!
É a busca fugaz pra pisar em chãos novos e instáveis
Onde parecemos estar pra trás...a correr
Curioso...
O peito transforma-se em dois seios
A pele transforma-se em mil têxturas
E as mãos gozam de tato
E o gozo da descoberta
Inquieta
Da transformação
Da masturbação, do novo
Assediando as coxasdo Mundo
Da plena consciência do sou
Dos atos, escolhas
E pra se encaminhar a vida
Das responsabilidades e cobranças
E as ânsias do serAs contas e cotas de ser homem com a leveza de ser menino
Assustado e faminto.
Se fosse só uma espinha, Se fosse só a profissão a escolher, Se fosse só o medo de falhar no dia,
Se fosse só uma ressaca, e os castigos
Mas é ,agora notar que, o mundo não é um jardim perfeito
É começar a aprender que ainda assim, cabe a nós ser jardineiro
Adolescer é também estufar o peito e dizer: -Eu me viro!!!
Mas quando dá medo , lembra de um cordão
E de um certo umbigo...
O sopro empurra, não embala..Te joga.
Vai!! a vida corre,agora está na hora
Acorda!E vai atrás Levanta! tu é genteHumano-Ser;
Agora vive, presencia, pensa ,opina, se encaminha,
Chore ou sorria...Fortaleça-se
Pois, ainda tem etapas esta vida!
Pois é.... me dizem, ainda, que tem Uma tal crise dos trinta
Suco de Nuvem ®

Na rua da casa que eu moro
Molha uma chuva na estrada da rua que passa.
De manhã banha de chuva minha alma, de manhã.
Olha... Molha mais o pano do guarda-chuva e a alça da mala na palma
Do que propriamente a tal da alma...
Na mala levo ventos doutras vezes vazia
Levo quase que um outono com o sol no bolso de trás
Mal querias ver, o varal folhas e folhas que o fio de luz faz
As mechas de cabelo por de trás das orelhas
A chuva infiltra os telhados e ribanceiras
E a brisa cheia de cheiro pelas narinas
Advinda da terra, que o céu regou
Na rua da casa que eu moro
Molha uma chuva na estrada da rua que passa
Correm de bicicleta anjos de mochila e tem que ter espaço pra asa molhada
Anjos pobres e destemidos
Esbarrando em galhos distraídos
De repente reparo que das árvores escorre penas
Quem não bebe chuva perdeu sua honra, seu valor
Quanto à ti...Te serve de chuva, porque nuvem não se come.