É... hoje eu precisava te falar algo
Fazer um sambinha doce, e gritar bem alto!
Que... hoje eu precisava arrumar as malas
E deixar uma saudade...
Desatar as amarras,
E de mãos dadas, passear a pé pela cidade
É... hoje eu precisava acordar cedo
Ver desenho e, contigo, tomar café preto
Fazer palavras cruzadas, enquanto agente viaja, num banco de palavras inventadas
É..
Bem assim:
No banco da praça, reclamar do movimento
À beira do rio, numa pedreira
Pôr-do-sol e muito vento...
É... hoje eu precisava
Sob a sombra de uma figueira
Deitar no teu colo e falar besteira
Inventar uma boa mentira
E ouvir Nando Reis no MP3, no fim do dia
Cantando que O Mundo É Bão
Tomando chimarrão
Eu errando notas no violão.. e tu na percussão
É... hoje eu queria fazer simplesmente um sambinha doce
E te ouvir falar das histórias de infância
Descer os degraus do teu porão
Abarrotado de lembranças
Te faz mais alegre.
É... da varanda vemos três coqueiros: são a sombra que agente só olha
Com o vento, nos abanam do quintal
Com ele, dança pela grama, o jornal
É... sobre teus personagens
É sobre todas as coisas que esqueço
Meu rastro no teu quarto
Nossas imagens no roupeiro
Estampados nos retratos eternizados...
Os porres daquele tempo
Sim, eu gosto de um samba, desses pra serem cantados baixinho antes de dormir
E ter a solução para todos teus problemas!
Antes de dormir o lençól recém esticado sobre a cama
E eu, sozinho, bagunço tudo
E tu reclama
Pois é...
E, como uma avó tece as meias de lã
Saber nascer a beleza de cada dia
Já é 1:30 da manhã
É.. hoje eu queria...
Mas será, que perdi ou ganhei um dia?
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Assinar:
Postagens (Atom)