Samba composto:
Eu que fiz teu corpo
Algo de sagrado
Ao beber no teu copo
De bom grado
Libertei o amor, no mundo teu
Eu que me vi morrer ao teu lado
Cantei meu canto perturbado
Me perguntei por que sou eu
Que fiquei arruinado
Engasguei a voz, arrebatado
Sorri sem acreditar
E com aquele ar eu fui olhado
Desencorajado
Aprendi a fraquejar
Quando meu cantar foi deturpado
Pelo sentimento censurado
Te senti me atordoar
Meu semblante desfigurado
Pensando se era o caso
De então, desesperar
Eu que dividi todo o fardo
Afirmo que estou farto
Desse papo de ser dono, ser seu
Assim fui amante libertário
Não existe relicário
Que guarde um amor
Como o meu
Eu que vi teu corpo
Algo de sagrado
Ao beber no teu copo
De bom grado
Libertei o amor, no mundo teu
Sem ser estorvo
Saio à francesa
Ainda amando
E com toda franqueza
Não há amor como o meu
domingo, 11 de outubro de 2009
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