sexta-feira, 27 de junho de 2008

Que este moinho moa todos os grãos, nuance das cores que há no ar e espaço
Porque as seis hélices ao mover-se como o prisma outrora, já citado
Transforma as cores de cada um, ímpar
Numa totalidade única luz branca, par
Como era no início, quando ainda era só baiano, e uma Odisséia
O fez agora todo, brasileiríssimo.
Porque a cor é luz, onde não existir luz, não existirá cor.

E pelo movimento do som, desde o verso de Caymmi ao swing de Mello
O branco suco vindo da luz do Sol
O Sol da alegria
O Sol do moinho da canção
Da fé, do batuque. Do banquete das frutas de verão
Dos barcos, dos chapéus, da fita Bom Fim
Da bebida fresca, da arte e das pulseiras
Do palco estandarte para as bandeiras
Cítricas, rodopiando em ares quentes
Espalhando sorrisos de todos os trinta e dois dentes

O moinho da ciranda dos pés em samba
O mesmo Sol da Ba'h'ía do 'R'io
E quem sabe um dia irradiando aqui
Num insólito Porto 'não menos' Alegre...
Vida longa a este Moinho!
Com carinho,
Andressa Zanette


Em homenagem ao grupo O Moinho (www.omoinho.com.br)

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Para ser

Serei cera em velas de vento
E vento, em velas de luz

Serei alvo das pernas
E caminho das pedras

Serei alma em pedras
E pó em pernas