Eu acho que
Não seríamos feitos de aparências.
Eu não me importaria com qualquer ausência de palavras
Ficaria no:
-Silêncio do teu gosto...
E qualquer que fossem nossos erros,
Eles nasceriam santos
Por mais pontiagudos que sejam
Os dedos que nos apontam
Levaríamos em conta só os meus:
- Desenho teu rosto.
Todos os grãos do colar desalinhado, que estavam escorridos, pelo meu ombro, espalhados.
Seriam escolhidos, finalmente acolhidos pelo teu colo
Sem prudência, depurado.
E toda voracidade que julgo presente na pressa
(Nem reparo a rua mais rápida, que os carros)
Apenas não existiria.
Se eu pudesse escolher...
Não iríamos adquirir a, percepção das condições do meio a nosso volta
Psicologia.
Mas tudo isso, não era eu que escolhia.
E saiba que prefiro assim.
Observo o destino, espero o acaso
Mas quem é sábio
Sabe que nem sempre, se pode escolher
Porque escolheria o atalho mais rápido
E, então atiro meu destino,
Fecho os olhos,
E rezo:
- Que todos meus degraus sejam de pregos...
E o caminho daqui pra frente, tenho minhas dúvidas se já está traçado
Mas tudo bem, nós sabemos fazer
Um membro com dez dígitos articulados
Tão juntos, que desconfiamos, ser do mesmo braço
Aos inferiores: decoramos
Um pé. Depois o outro...
(Direito,esquerdo; direito, esquerdo...)
E quando olhamos para trás o caminho já estava bem feito.
E tudo isso, a tríplice já tinha concordado
Mas... Surpresa!!!
O piso gelado, não poderia prever a planta dos teus pés...
A espinha, não poderia prever o azulejo suado.
Antes, o tronco esguio permanecia erguido
Mantinha-se no cansaço à espera
Pela mais efervescente esfera, que aprendeu a levitar
E ele escolheu dar a eles, o direito de reviver com todas as horas e vigor
Como todas pétalas, seiva, néctar, e cor. E houve o consentimento:
-Que assim se faça!!!
(Então: multiplicou-se em cima do cimento)
Agora, o pó que enverniza os móveis
Me cobre de velhice
Fico turvo.
Eu sou Girassol... Se eu pudesse escolher,
Escolheria ver mais uma vez, os dois olhos fechados
Ainda que as pálpebras nem sempre sejam revestidas de veludo
De olhos fechados
Que chora
Que ama
Que me olha...
Porque foi de olhos fechados a única vez que alguém me leu.
E aquele par era justamente o teu.
Escolho toda mente que vem logo atrás da voz; Eu escolho o silêncio do teu gosto.
E de novo os degraus de pregos.
De novo meus dedos desenhando teu rosto.
Porque foi de olhos fechados a única vez que alguém me leu
E aquele par que era justamente o teu.
E eu escolho toda menta que vem logo atrás do breu
É a visão que não pertence ao meu olho
Mas, tudo isso...
-Tudo isso, não é eu que escolho.
sexta-feira, 13 de junho de 2008
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