sexta-feira, 11 de julho de 2008

Transcendental


Que eu nunca envelheça
E sim, que para todo o sempre
Eu só cresça
E, no dia que eu morrer
Não chores...
Não tenha pena!
Será apenas porquê
Meu corpo não suportou
A imensidão da minha alma

O pedaço

És o pedaço mais grudado a mim

O "pedacinho mais melhor de bom," queimado e de cabelo meio ruim

És o pedaço de mais puro amor

Amor alegre, meio serelépe

Amor divino

Somos segredos, somos pura bobiça

Somos papo cabeça

Companheiras de preguiça


É a parte tagarela

Que gargalha, que adormece, e que berra

Que canta

E, me mostra todas as cores do encanto

Que me fez plena, que se faz bela

Que chora sem vergonha

Que se empolga; Acertou Dona Cegonha!

Aqui é o Porto dela
És o pedaço distante

Mas é meu

É irmã

É tia

E "sombrinha" no sol da estação

É tia

É sem "sombrinha"

Nossos banhos de chuva no verão

Meu pedaço, minha calma

Meu desespero, luz da alma

Meu pedaço, meu orgulho

Meu riso, meu barulho

É colo e conversa

É briga e puxão de orelha

Sou a peste, ela: a fedelha

Quando eu crescer e finalmente ser

Criança

Quero ser como tu, de alegria

Espontânea

És pedaço do mais puro amor

Amor divino, amor em dedicação

Tanto faz se vai ser mulherão ou se vai ser, pra sempre guriazinha

Sempre será a sementinha

Que faz o lindo brotar

És tão simplesmente:

...
Meu lar!




Dedicado à minha sobrinha querida, Marcely.

quinta-feira, 10 de julho de 2008

Avulso
Acredito, as coisas podem se transformar
Tudo muda, não é fixo, não visa um lar
Não cria raíz, não é ileso
Não é dono, não é preso
E não precisa ser pra sempre!
O eterno, amor, é utopia
Amor não serve como ideologia
Vive-se a cada dia
Se o que encantava acabou
Se foi bom enquanto durou
A gente não precisa salgar o rosto
Nem fio de faca e felpa de farpa
Pra machucar um ao outro
É que sou ímpar, sou avulso
Sim foi amor
Mas meu amor pulsa por impulso!
E agora, é a ferida aberta do orgulho...
Mas eu me abano, me alimento
Eu me como, me repreendo
Me aconselho, me dou colo
Deixa que eu me consolo
O chão não vai se abrir
Tu por lá
Eu por aqui
Não devo nada a ti
Nem tu, a mim
Acabou, terminou
Sem dramas
E fim

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Flutuação Psicológica ®

Eu flutuo como nuvem pela cidade
Cantarolando novas novidades...
Enquanto procuro tua palavra, entre tantas bocas
Quando os muros me cercam
Numa vida fosca
Harmonizo com teu sorriso!

Meu espírito vai indo...
Passa leve, lindo, delicado
Se vivo sonolento, ocioso e fraco
Ouço, as notas de uma flauta doce, me carregam
Meus tormentos adormecem na poesia, em melodia
Que me revelam

Amo tanto
E canto
Meu amor
Enquanto os anjos adormecem
Me fortaleço na dor
Minh'alma se abre pra ti
Te guardo dentro do peito
Mas, aceito tuas asas
E te recebo em casa
Com boas-vindas
Pois entendo que em tantas estradas
Só não tropeça, quem não caminha

Te levo livre, fresco , pleno e além...
Cuido das contas e do que não convém
Quando aceitamos as lágrimas do dia-a-dia
A alegria; É bem
Valorizada, quando vem

Deixe escorrer as dores, que te apavoram!
Acalme-se. Elas evaporam
E o riso sempre se mantém
Te guardo em mim
Cuido de ti
E dos teus olhos de menta, também.

Há um sol dentro de mim. O mesmo sol que levanta a poeira das estradas de chão.
Ora! Quais estradas não são de chão?