quinta-feira, 10 de julho de 2008

Avulso
Acredito, as coisas podem se transformar
Tudo muda, não é fixo, não visa um lar
Não cria raíz, não é ileso
Não é dono, não é preso
E não precisa ser pra sempre!
O eterno, amor, é utopia
Amor não serve como ideologia
Vive-se a cada dia
Se o que encantava acabou
Se foi bom enquanto durou
A gente não precisa salgar o rosto
Nem fio de faca e felpa de farpa
Pra machucar um ao outro
É que sou ímpar, sou avulso
Sim foi amor
Mas meu amor pulsa por impulso!
E agora, é a ferida aberta do orgulho...
Mas eu me abano, me alimento
Eu me como, me repreendo
Me aconselho, me dou colo
Deixa que eu me consolo
O chão não vai se abrir
Tu por lá
Eu por aqui
Não devo nada a ti
Nem tu, a mim
Acabou, terminou
Sem dramas
E fim