sexta-feira, 27 de junho de 2008

Que este moinho moa todos os grãos, nuance das cores que há no ar e espaço
Porque as seis hélices ao mover-se como o prisma outrora, já citado
Transforma as cores de cada um, ímpar
Numa totalidade única luz branca, par
Como era no início, quando ainda era só baiano, e uma Odisséia
O fez agora todo, brasileiríssimo.
Porque a cor é luz, onde não existir luz, não existirá cor.

E pelo movimento do som, desde o verso de Caymmi ao swing de Mello
O branco suco vindo da luz do Sol
O Sol da alegria
O Sol do moinho da canção
Da fé, do batuque. Do banquete das frutas de verão
Dos barcos, dos chapéus, da fita Bom Fim
Da bebida fresca, da arte e das pulseiras
Do palco estandarte para as bandeiras
Cítricas, rodopiando em ares quentes
Espalhando sorrisos de todos os trinta e dois dentes

O moinho da ciranda dos pés em samba
O mesmo Sol da Ba'h'ía do 'R'io
E quem sabe um dia irradiando aqui
Num insólito Porto 'não menos' Alegre...
Vida longa a este Moinho!
Com carinho,
Andressa Zanette


Em homenagem ao grupo O Moinho (www.omoinho.com.br)

Um comentário:

  1. Cada vez mais abismado fico com os jovens talentos, explico: Apesar de ter arriscado desde sempre - aos 14 já tentava escrever alguma coisa- só agora aos 40 começo a ter a sensação de que escrevo coisa que preste! E de repente só nessa semana, encontrei a Julia de Souza (Joga no google, que aparece o my space dela...belos poemas) e, agora, você...Jura, só 18?! rsrsrsr...
    Confesso que ontem, meio bebinho comecei achando longo seus textos, mas hj, puxa, eles vão bem sim, e, com o tempo, certamente vão melhorar muito! Parabéns.

    OBS: Vi, por um dos comentários que já esta em contato com Jocivan - grande escritor- de ouvidos a ele, homem de bons conselhos.

    Abraço...

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D. Znt.