E de manhãzinha ainda sinto cheiro de orvalho nos prédios da cidade
E o trânsito no caminho entre as árvores, me lembra que o mundo se faz paralelo
E quando a valentia se destila em dúvidas
Não estarás só. Asas ainda te espero
E a luz baixa se deixa revelar em toque
E as mãos se encontram em textura
E o sono invade um coração
E o outro aflito, corre para não perder a condução
Condição
De amor
Beija-a-flor
Beijou rosa sem cor
Certas gotas no vidro trazem a sensação
De que, quem cochila perde a estação
Placas e sinais parecem feitos pra confundir
Dói a cabeça de tanto pensar...
Dói o coração de tanto se perguntar...
Daí, quando se acha resposta
"Mudão-se as perguntas"
E é pra depois encontrar e fingir que nada aconteceu
Aquilo não foi um erro mas ele foi meu
E a gente parece cada vez mais cúmplice
E a gente conversa sobre tudo mas o tudo é conversa
Esquecemos daquele detalhe
Que cada um finge pro outro que não sabe.
Até aonde vão suas verdades?
No caminho existem fotos em preto e branco no chão
E os fatos não explicam a reação
O sol entra pela meia janela
Amarelo
E ilumina meia parte...
Meio sono, meio olhar, meio verde, meio cheiro, meio-termo
Paralelo
E você segura as feras
Sigo até me afastar
Um até logo despretensioso
E as salas de espera continuam à me esperar
Nas minhas orações é por você que rezo baixinho
Que peço música para os anjos
A música que te faça dançar
E uma luz me levou até algum lugar, queimamos incensos de canela
Não é uma chuva que me faz te lembrar
É só uma lembrança que faz lavar as janelas.
E é a noite em que as borboletas aparecem
E me contam segredos do céu
E cigarras cantam pra noite
Nessa hora: uma coruja beijou-a-flor de lótus, que desenhei com pincel
No caminho existem fotos em preto e branco no chão
Meu mundinho paralelo
Asas, ainda te espero.
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
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D. Znt.