Quero amar como amo, até quando enrugar.
Quero amar como amo, desde a penugem loira da testa, que atesta tua juventude infantil,
Até o cabelo alisado ou crespo cheios, de cores que saem do cérebro, e é escudo para as costas. Uma cabeça de revoluções para as cidades praianas, nascentes de Marte e de repente as cinzas de Londres.
Praia para ser o vento que faz do teu cabelo bandeira de movimento.
A altura do teu corpo: estandarte.
Mo-vi-men-to. É tudo que teu corpo é.
Quero amar como odeio quando dá pra exibir seu par de asas.
Ela quer pra lembrar que é ar. Denso...
Quando acharem que já é tarde.
Quero saber das orelhas argoladas, a língua, as sardas que malham as narinas,
E a saliva de um aguadouro... como aquário, só poderia ser beijo bebedouro.
Depois a luz isqueiro, calor da tua boca.
Que apaguei com muito cuspe. Quero relembrar o medo do início,
o vício do beijo, o riso do gozo, e o veneno da taça.
E os teus pés são presos em saltos, o elo para lembrar que é mulher, e que é mãe.
Teus pés aos saltos, repudiam o chão. Quer lembrar que é ainda guria, é filha afinal.
E então:
O seguinte dia sempre há
Razão, porque ainda amo.
Ela está quando há dor.
Ela está e ninguém sabe porque.
Na minha janela há tarde,
Cheia de mar
Na minha porta há dobradiça
Tomada de ferrugem
Pela maresia do chá
Na minha boca há sede por ondas verdes. E repuxo de vapor.
Quero curar meu espírito, no chá da tua menta.
Quero, por fim
Beber teu corpo e saciar a sede nela.
segunda-feira, 25 de agosto de 2008
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Lindo!
ResponderExcluirParabéns lindona! Adoro vim nesse espaço abençoado!
"Me faz um bem danado"
Beijos!
"Uma cabeça de revoluções para as cidades praianas..." VOCÊ!
tem talento, moleca.
ResponderExcluirdeturpei teu verso sem permissão: "Quero amar como amo, desde a penugem loira da testa, que atesta tua juventude infantil, até as bactérias incrustadas sob as unhas dos teus pés"
(www.osfilhosdoshippies.blogspot.com)